Resenha: Baymax!

Se alguém me perguntar o que é que vale a pena assistir no Disney+, uma das produções que vem a minha mente é a série "Baymax".

Lançado em 2022, a série limitada, uma espécie de continuação da animação "Operação Big Hero", dirigido por Don Hall e Chris Williams em 2014, tem apenas 6 episódios e 5 histórias, em torno de 10 minutos cada, e garanto que vai melhorar o seu dia.
O enredo nos apresenta o Agente Especial de Saúde, Baymax (voz de Scott Adsit), ajudando as pessoas a superarem um tornozelo machucado, a dor e medo que vem com a saudade, a primeira menstruação ou uma alergia súbita capaz de virar o futuro de alguém do avesso. E nessa corrente do bem, todas as histórias se encontram no final.

Além do visual caprichado pra ninguém botar defeito, cada personagem é tão cativante, divertido, fora que a habilidade dos realizadores (escritores e diretores) para desenvolver narrativas tão profundas e delicadas em tão pouco tempo é realmente impressionante. No quarto episódio, conhecemos o personagem Mbita, um rapaz que trabalha num food truck e que entra em pânico ao desenvolver uma baita alergia a peixe, que é, justamente, o foco da sua cozinha e a querida tradição deixada pelos pais. Com a ajuda do Baymax, ele começa a repensar no futuro e a experimentar inúmeras outras possibilidades. Um dos detalhes a celebrar, especialmente para a comunidade LGBTQIA+, é o interesse amoroso do Mbita, o vendedor de maçãs chamado Yukio.

Foto: Reprodução

Existem filmes em longa-metragem que não tem mesmo impacto que essa série tem. A maneira delicada de levantar certas questões que permanecem à sombra do preconceito se mostra imbatível nesse formato. Fica também a mensagem de que ações boas contagiam e que sempre voltam para quem as realiza. Baymax é divertido, inclusivo e didático e são séries iguais a essa que fazem diferença e merecem ser aclamadas.

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