O Mar Recomenda: Lilo, Lilo, Crocodilo

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Disponível na Max, e baseado no livro homônimo, escrito pelo americano Bernard Waber em 1965, "Lilo, Lilo, Crocodilo" é mais uma fantasia musical cativante do jeito que as vovós gostam, capaz de despertar o que há de melhor da gente.

Dirigido por Josh Gordon e Will Speck, o enredo começa com o encontro de um vigarista de bom coração, sonhador e artista falido chamado Hector (interpretado pelo Javier Bardem) com um filhote de crocodilo cantor (dublado pelo Shawn Mendes). Os dois se tornam amigos e passam a viver juntos. É em Lilo que Hector vê a saída para os problemas, tornando-o artista. No entanto, ele não contava com os bloqueios do doce Crocodilo diante do público. E, após perder tudo, Hector vai embora, deixando Lilo no sótão de casa.
Tempos depois, uma família composta pelo casal Primm (interpretado por Scoot McNairy) e a sua esposa (interpretada por Constance Wu) com o filho Josh (interpretado pelo Winslow Fegley), compram a casa sem saberem da existência do Crocodilo.
Aos poucos, o impossível acontece, e Lilo, que acompanha escondido os dilemas da família, vai se aproximando de cada um e mudando a vida de todos para melhor.

Eu não esperava gostar tanto desse musical. Para quem curtiu a TV nos anos noventa, é como se fosse um dos filmes nostálgicos reprisados na Sessão da Tarde ou Temperatura Máxima. Lilo tem a mesma energia que "Paddington 2", lançado em 2017, do "Stuart Little", lançado em 1999, e "Casper" em 1995. E uma das razões pelas quais o filme me cativou, além da relação interpessoal de Lyle com os novos amigos, é a trilha sonora composta pelo Benj Pasek e Justin Paul (o excelente duo de compositores responsáveis por "La La Land" e "Spirited"). As canções "Top of the World" e "Carried Away" são, a meu ver, um deleite.

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As vezes, é justamente um filme como esse que precisamos ver. É leve, otimista da forma mais pura. Existem criaturas, sejam elas pessoas ou "bichos", capazes de despertar o nosso melhor. Nos fazem olhar para um outro lado da vida que acabamos esquecendo. A narrativa de "Lyle, Lyle, Crocodyle" se assemelha mesmo a um livro infantil ou animação, e para quem gosta desses formatos não haverá muito do que se queixar. Por outro lado, como há gosto pra tudo, pode cativar ou não e tá tudo bem. Eu, particularmente, fiquei em completo estado de graça.

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